O galpão cresceu. A bomba de incêndio acompanhou?

bomba de incêndio para galpão

Ampliar um galpão, criar um novo setor ou aumentar a capacidade de uma indústria são sinais de crescimento. No entanto, existe uma pergunta que muitas vezes fica esquecida durante a obra: a bomba do sistema de incêndio continua atendendo à nova estrutura?

A bomba pode ter sido corretamente dimensionada para o projeto original. Porém, mudanças na área construída, na distribuição dos hidrantes, nas tubulações ou na utilização do imóvel podem alterar as condições hidráulicas da instalação.

Isso não significa que toda ampliação obrigatoriamente exija a troca da bomba. Significa que o equipamento existente precisa ser reavaliado com base no novo projeto.

Por que uma ampliação pode afetar a bomba de incêndio?

Em uma rede de combate a incêndio, a bomba precisa fornecer vazão e pressão suficientes aos pontos determinados pelo projeto.

Quando o galpão é ampliado, a água pode precisar percorrer uma distância maior até chegar aos novos hidrantes. Também podem ser acrescentadas tubulações, curvas, registros, válvulas, desníveis ou novos pavimentos.

Cada alteração pode interferir nas perdas de carga e no ponto de operação exigido da bomba.

A motobomba instalada anteriormente pode continuar funcionando normalmente e, mesmo assim, deixar de entregar as condições necessárias no ponto mais distante da nova rede.

Por isso, não basta observar se o motor liga ou se existe água no hidrante mais próximo. É necessário verificar o desempenho do sistema completo.

Quais mudanças devem acender o alerta?

A reavaliação da bomba deve ser considerada quando o imóvel passa por alterações como:

  • aumento da área construída;
  • criação de novos setores ou depósitos;
  • instalação de mezaninos;
  • inclusão ou reposicionamento de hidrantes;
  • prolongamento da tubulação;
  • mudança na altura ou localização do reservatório;
  • transferência da casa de bombas;
  • alteração no diâmetro das tubulações;
  • mudança da atividade realizada no imóvel;
  • novo projeto de segurança contra incêndio;
  • ocupação de um galpão que estava desativado;
  • substituição de partes antigas da rede.

Mesmo quando a bomba permanece no mesmo local, as condições encontradas pela água podem ter mudado consideravelmente.

Mais tubulação significa maior perda de carga

A água perde energia ao percorrer a rede. Quanto maior o comprimento da tubulação e a quantidade de conexões, curvas, registros e válvulas, maiores podem ser as perdas de carga.

O desnível também interfere. Um hidrante instalado em um mezanino ou em um ponto mais alto exige uma condição diferente daquela encontrada em uma rede totalmente térrea.

Por isso, um hidrante próximo da casa de bombas pode funcionar aparentemente bem, enquanto o ponto hidraulicamente mais desfavorável apresenta pressão ou vazão insuficiente.

Essa diferença não pode ser identificada apenas olhando a potência escrita na plaqueta do motor. Ela precisa ser analisada por meio dos cálculos do sistema e da curva de desempenho da bomba.

Instalar um motor mais potente resolve?

Nem sempre.

A potência do motor é apenas uma das características do conjunto. Duas bombas com motores de mesma potência podem apresentar comportamentos hidráulicos bastante diferentes.

Da mesma maneira, instalar uma motobomba maior sem recalcular o sistema pode criar outros problemas, como funcionamento fora da faixa adequada, consumo elétrico desnecessário ou incompatibilidade com tubulações, válvulas e painel de comando.

A escolha deve partir principalmente de duas informações:

  • vazão exigida pelo projeto;
  • altura manométrica total necessária.

Esses dados permitem comparar a necessidade da instalação com a curva fornecida pelo fabricante.

Caso você queira entender melhor esse dimensionamento, leia também o artigo Bomba para combate a incêndio: como escolher.

E quando a bomba existente não possui documentação?

Essa situação é comum em imóveis antigos, alugados ou adquiridos com o sistema já instalado.

Às vezes existem apenas a bomba, o motor e uma plaqueta parcialmente legível. O responsável pelo imóvel não possui a curva do equipamento, o projeto original ou registros das alterações realizadas ao longo dos anos.

Nesse caso, confiar somente na aparência ou na potência indicada no motor pode ser arriscado. É importante identificar o modelo, reunir as informações disponíveis e solicitar a avaliação de um profissional habilitado.

Também pode ser necessário verificar as condições da sucção, o painel elétrico, a alimentação disponível e o estado geral do equipamento.

Quando uma bomba como a Firebloc 32-160 entra na análise?

A Firebloc 32-160 é um exemplo de bomba centrífuga que pode ser considerada em determinados projetos de bombeamento. Porém, a identificação “32-160” não é suficiente, sozinha, para confirmar sua aplicação.

A configuração do conjunto, o diâmetro efetivo do rotor, a potência do motor, a rotação, a tensão elétrica e a curva correspondente precisam ser compatíveis com o ponto de operação calculado.

O mesmo cuidado vale para qualquer outra motobomba centrífuga. A pergunta correta não é apenas “quantos cavalos possui?”, mas:

Qual vazão essa bomba entrega na altura manométrica exigida pelo meu sistema?

A Comercial LCA trabalha com bombas centrífugas para diferentes aplicações e pode auxiliar na identificação de modelos compatíveis com as especificações fornecidas pelo responsável técnico.

O que reunir antes de solicitar uma cotação?

Para agilizar o atendimento e evitar a comparação entre equipamentos incompatíveis, procure reunir:

  1. vazão exigida pelo projeto;
  2. altura manométrica total;
  3. tensão elétrica disponível;
  4. potência e modelo da bomba existente;
  5. fotos da bomba e da plaqueta;
  6. diâmetros de sucção e recalque;
  7. posição da bomba em relação ao reservatório;
  8. informações sobre o painel de comando;
  9. curva da bomba atual, quando disponível;
  10. dados e orientações do responsável técnico.

Essas informações ajudam a avaliar se existe um equipamento equivalente ou se a nova configuração exige outro ponto de desempenho.

A bomba antiga ainda pode atender?

Pode. Uma ampliação não condena automaticamente a bomba existente.

A resposta depende do novo cálculo hidráulico e da comparação com a curva do equipamento instalado. Em alguns casos, a bomba possui capacidade compatível com a nova condição. Em outros, pode ser necessário substituir o conjunto ou realizar alterações adicionais no sistema.

O importante é não presumir que a instalação continua adequada apenas porque a bomba ainda liga.

Ampliou a indústria ou o centro logístico? Reavalie o sistema

Uma ampliação altera mais do que o espaço disponível para produção ou armazenagem. Ela também pode modificar as distâncias, os desníveis e a demanda hidráulica da rede de incêndio.

Antes de manter a bomba existente ou comprar um novo equipamento somente pela potência, confirme as necessidades atualizadas do projeto.

A Comercial LCA comercializa motobombas e soluções em bombas centrífugas para aplicações industriais e sistemas hidráulicos.

Ampliou o galpão ou modificou a rede de incêndio? Tenha em mãos a vazão, a altura manométrica e as demais informações do projeto. Entre em contato com a Comercial LCA para consultar os equipamentos disponíveis ou acesse a loja virtual.